É inegável também que a internet aproxima as pessoas. Eu mesmo tenho muitos amigos que conheci através dessa tela e hoje são peças fundamentais e importantes na minha vida. A rede encurta distâncias.

Outro péssimo hábito que desenvolvemos com as facilidades cibernéticas é o da preguiça. Lembro que quando eu estava começando a estudar inglês, o acesso à internet era bem restrito. A gente ainda usava conexão discada e só nos fins de semana, por ser mais barato. Além disso, os sites de letras de músicas eram bem limitados. Com isso, eu pegava a letra original das canções que eu ouvia e ia traduzindo verso por verso com um dicionário inglês-português impresso. - Sim, na época a Google ainda neeem pensava em inventar um tradutor on line. - E eu acredito que essa curiosidade de pesquisar as palavras desconhecidas e tentar dar sentido às frases me ajudou bastante no descobrimento desse, até então, novo idioma. Hoje quando bate curiosidade por alguma tradução, bastam dois ou três cliques, que aparecem várias na sua tela. É a comodidade que nos deixa preguiçosos.
Pesquisa de escola mesmo... Quem não lembra da Barsa? Quantas pesquisas eu já fiz ali, gente? Passava página por página até encontrar o que eu queria e depois fazia um resumo à lápis no caderno. E garanto a vocês uma coisa: aprendi muito mais que os estudantes de hoje, que só fazem pesquisar, achar o trabalho pronto e dar "ctrl+c", "ctrl+v" no Word, muitas vezes sem ao menos ler do que se trata. Talvez isso explique esse monte de adolescentes burros, que escreve mal, sem argumentos e sem curiosidade e interesse em aprender nada.
Eu sou completamente viciado em internet. Não passo um dia sem dar uma navegada e trocar alguns bytes, mas confesso: a internet é a grande ferramenta e o grande mal do século. Queria que meus filhos pudessem um dia usar um dicionário de papel...
Felipe Linhares