A OUSADIA em ser DIFERENTE reflete nas suas atitudes e na sua personalidade. E é assim que as pessoas lembrarão de você um dia.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Vamos encarar a realidade?
Eu não posso dizer que ela me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinqüenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta. Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu inventei um amor. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão. Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Você não fez nada. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesmo. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. (Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos).
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Uma afronta à minha infância
Macacos me mordam, diria Robin. Santa promessa é o que faço agora. De mim para mim. Se Liga da Justiça, da banda LevaNóiz, for eleita a música do Carnaval de Salvador em 2011, peço licença e nunca mais tiro os pés do chão em solo soteropolitano. Será a última vez que passo o período de Momo por aqui. Pego uma bat-folga e vou de avião invisível para uma praia em outra galáxia.
Preconceito contra o pagode? Longe disso. Acho até que o ritmo até andou evoluindo. Não sou crítico musical, mas os caras melhoraram a percussão, ganharam superpoderes e estão cada vez melhores. É por isso mesmo que meus dois ouvidos precisariam ser biônicos para suportar o super-heróico hit do verão martelando toda hora na cabeça.
O pior não é nem a repetição. Liga da Justiça é, antes de tudo, uma afronta à minha infância. Em primeiro lugar, Superman nunca fica fraco. No máximo, perde os poderes momentaneamente. E desde quando Pinguim mexe com kriptonita? Isso é coisa do cerebral Lex Luttor, que, aliás, faria música muito melhor se lhe fosse encomendada. Pelo menos o gênio do mal seria incapaz de ferir a gramática.
Ouçam o erro de concordância na versão original. Luttor e Coringa “roubou”, em vez de “roubaram” o laço da Mulher Maravilha. Licença poética qual nada. A música é ruim mesmo. Do início ao fim. A letra não se encaixa na melodia. Pela métrica mal feita, parece até coisa de Bizarro, o Superman às avessas com a cara quadrada. Mesmo sendo da Legião do Mal, o Charada bem que poderia dar uma forcinha para os compositores. Criatividade zero.
E tem mais. Mulher Maravilha jamais fugiria com Superman. Na liga da justiça, todo mundo sabe que ela sempre deu mole para o Batman. Enfim, a música do LevaNoiz é um retrocesso para o pagode, que tinha melhorado até nas letras. Firme e Forte, do Psi, e Selo de Qualidade, do Harmonia, são exemplos disso. Perto delas, a música dos super-heróis é de dar dó.
Se ganhar como música do Carnaval, vai haver um retorno às composições de sentido único, que em alguns casos está escondido num duplo sentido pessimamente elaborado. Não sei o que eles estão tramando. Na dúvida, melhor chamar os outros super- amigos.
E esse não é só um trabalho para Xande ou Márcio Victor. A sala de justiça da música baiana tem várias outras opções. Então, que história é essa de que agora só tem uma saída? Brown? Margareth? Daniela? Ivete? Scooby-Doo? Onde estão vocês, meus filhos?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Propagandas sem fim
Assistir televisão virou um malabarismo do controle remoto. E o perigo do botãozinho está em nunca mais lembrar do que estava assistindo e só se dar conta no dia seguinte. A coleção de filmes sem final ou faltando um pedaço, já é maior do que os inteiros e os seriados viram uma mistura de tudo. Já não sei se o médico de um seriado é o assassino de outro e se o amigo de um é o bruxo de outro. É uma confusão de personagens e tramas por causa do controle e do excesso de intervalos.
As novelas nacionais viraram um monte de pedacinhos que você só consegue juntar lendo as capas de revistas nas bancas. O fulano casou com não sei quem e o outro matou mais um e aquela vilã destruiu a vida temporariamente da mocinha. Claro que novela é sempre a mesma estória e no final sempre acaba igual, por isso perder a continuação não faz nenhum diferença.
Mas a TV aberta tem lá suas desculpas, afinal eles precisam faturar para continuar existindo. Só que a TV a cabo nem poderia usar isso como desculpa.
E pior: eles ficam repetindo comerciais da sua própria programação.
É pior auto propagando do que o Vídeo Show!
Agora tenho desenvolvido uma técnica : só vou três canais para cima e três para baixo. Assim consigo ver um filme até o fim e uns pedaços dos outros canais vizinhos.
Fico imaginando se seria possível tolerar a televisão sem o controle remoto. Só mesmo se fosse para dormir no sofá.
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