segunda-feira, 29 de março de 2010

AFINAL, HOMOFOBIA É O QUÊ?

Primeiro, deixem que eu vos diga: toda essa polêmica sobre a homofobia (ou não) do Marcelo Dourado a mim parecem raios gamas que se extraviaram no caminho do planeta Marte. Ao contrário do que apregoou ao vivo Pedro Bial, não sou fã do BBB. Mas não posso ignorar o fato de que, quando ele acontece se torna assunto nacional, e por isso não posso deixar de comentá-lo.


É o que faço agora, para discordar de comentário recente de Bruno Joel: a opção sexual dos participantes do BBB atual não estaria em jogo... Se ela não fosse ressaltada desde o começo de modo insofismável pelos concorrentes e pelo próprio programa. Houve até insinuações de que, além dos notórios e confessos, haveria outros “gays” escondidos nas dobras mais recônditas dos lençóis usados no programa.

Quanto à homofobia, ela é, como o machismo, a incapacidade de alguém compreender a opção do outro, e assim negar o seu direito de existir e ocupar um lugar no mundo. As mulheres têm um cantinho reservado no universo dos machistas, mas apenas como objetos. Quanto aos homossexuais, nem por isso: eles apenas “não prestam”. Foi essa a postura de Dourado em relação aos homossexuais “notórios” do programa desde o começo. Dourado não é homofóbico? Então por que os homofóbicos se consideram tão bem representados por ele?

Não foram os homossexuais do programa, foi o próprio Dourado quem expôs suas razões: ele se apresentou como homofóbico e machista, sim. Por isso, agora cabe aos que o defendem apresentar seus argumentos para negar isso, já que o próprio Dourado não o fará; pois ele não é burro – isso ele não é -, e sabe que, neste preciso momento, sua homofobia e seu machismo lhe dão vantagem no jogo e o levarão a vencê-lo.
[Texto de Aguinaldo Silva]

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nu e cru

Eu clicando em um desses links que são postados diariamente no twitter  acabei tendo acesso ao vídeo original, ou seja, sem censura, no qual o padre Luiz Marques Barbosa, 82, da Paróquia de São José, em Arapiraca – a 130 quilômetros de Maceió – aparece fazendo sexo oral com o ex-coroinha Fabiano Ferreira, 20. Outro ex-coroinha, identificado como Fábio, foi quem gravou o vídeo.
 A pensei sobre a divulgação do material de sexo explícito. Depois achei por bem publicá-lo.
Não pelo fato da invasão de privacidade do padre Luiz Marques Barbosa, um senhor de 82 anos, que não merecia ter a vida devassada como está sendo. No entanto, vale ressaltar que não é a pessoa física do padre em questão. Trata-se de devassar a hipocrisia da igreja católica como uma instituição que classifica, pune e persegue os homossexuais, tratando-os como “anormais”.

O anormal – A anormalidade está exatamente aí: não considerar a sexualidade como algo natural do homem. Pior é não achar natural a homossexualidade assim como a heterossexualidade. Os religiosos são submetidos à castidade ou ao celibato e extravasam seus desejos sexuais na surdina que, hora ou outra, vem à tona. Muitas vezes, da forma mais desonrosa, que é a prática sexual atrelada à pedofilia. É o caso do atual presidente do Paraguai Fernando Lugo, que teve que assumir ser pai de um garoto de 2 anos no ano passado. Lugo teve o filho quando ainda era bispo da Igreja de San Pedro, no Paraguai.

Viviana Carrillo, mãe do garoto, conheceu Lugo quando tinha 16 anos de idade e ele 57. Outras duas mulheres também disseram ter filhos com o ex-bispo, mas desistiram de levar adiante o processo de reconhecimento de paternidade na justiça. Isso só ilustra o que é – realmente – a “anormalidade” a que se refere a Santa Sé, ou seja, o de cercear a sexualidade humana com seus dogmas moralistas e inverídicos.

A opção – Independente da orientação sexual, há uma escolha. Esta sim é uma opção: a de ser um religioso e acatar as normas da igreja católica ou a de viver a sua homossexualidade ou heterossexualidade como bem entender. Este é o segredo tão óbvio que a igreja católica ainda não quer admitir e enxergar. Quando enxerga, esconde por baixo das batinas das congregações espalhadas pelo mundo. E quando vem à tona, é aquele Deus nos acuda! Para acabar com a hipocrisia da igreja, eis o vídeo – nu e cru – da falsa moral de Bento XVI e sua trupe de padres e bispos homofóbicos

Para acessá-lo, clique AQUI

domingo, 21 de fevereiro de 2010

DOURADO DO BBB 10

Ele entrou no jogo completamente consciente de como as coisas funcionam. Toda a vez que faz merda, corre para recuperar o prejuízo. Sabe que deve fazer cenas engraçadas, pois é o que aparece na edição. Sabe que não pode se calar quando há alguma discussão, pois na edição, quem cala, consente. Ligadaço no jogo e isso não é defeito. Só acho uma pena a maioria das pessoas não terem consciência disso. Um exemplo? No BBB 4, Dourado vivia sacaneando patrocinador; hoje, ele sabe que perante a produção isso é um tiro no pé, então o que ele faz? Toda aquela cena linda e comovente quando ganhou o carro. São detalhes. São pequenas coisas que fazem você sacar qual é a onda do cara. Mais uma vez repito que isso não é defeito. São as armas dele. Só é meio triste as pessoas não verem isso e pensarem "que maneiro, o cara emocionado com o carro. dourado forever" e tal. GATO ESCALDADO.


Ele tem esse lado do preconceito misturado com ignorância que fica impossível torcer a favor. Ele critica o "exagero" por parte dos gays da casa, mas se esquece que toda minoria precisa gritar para aparecer. Entendo a limitação de pessoas como ele, mas não aceito determinados comportamentos. Ele se incomoda TANTO, sabe. De sentar quando toca robocop gay, de não querer escutar conversas. Então muita gente defende "é o direito dele". Então tá tranquilo eu virar e falar "ai gente, parem de falar de negros na minha frente"? Tá de boa eu sair da pista de dança porque os negros dominaram? É a mesma coisa e as pessoas não enxergam.


Mas sabe o limite de tudo, a gota d'água? Meu limite foi homem hetero não pega aids. Parei de torcer aí. E de lá para cá venho analisando tudo. Reavaliando ele não só dentro do Big Brother, já que é inegável que ele é o protagonista dessa edição, como fora também. Inserido dentro de uma sociedade e tudo. Veja bem. Ele para os amigos, para a família e para os fãs, não é mau caráter; pode ser grosseiro, mas é tido como gente boa. E daí eu lembro de Por dentro do III reich, do Albert Speer, onde a gente vê que a grande maioria dos ministros tinham suas famílias, amigos, e eram amados por eles. As atitudes que você tem dentro de um grupo não podem ser consideradas, se você tomas OUTRAS atitudes com um grupo diferente.


Dourado tem a coisa do carisma latente quando sabe usar e nas condições que o favoreçam. Segue a linha de vencedores como Bambam, Dhomini e Alemão. A torcida chega em um nível de fanatismo que nada de ruim vê. Apenas enxerga possíveis qualidades como o cara ser engraçado, o cara ir atrás e peitar uma briga etc. Disse em um outro post que os oponentes do Dourado são fraquíssimos. Posso curtir o Michel, mas é fraco. A Angélica é inteligente, mas joga errado. O ataque nunca é visto com bons olhos, se você contra-ataca de uma forma grosseira, tá tranks para o povo, mas o primeiro ataque é sempre visto de forma negativa. Foi assim que Alex e Morango se queimaram. Vejam que o Dourado é fortíssimo no programa, grosseiro, usa vocabulário de guerra, MAS tudo se justifica, ele foi atacado primeiro. É só o que o povo vê. Ele foi atacado primeiro. Se você recebe um tapa e revida com uma metralhadora, tá mais do que certo. Na visão de quem assiste bbb.

E tem a galera que curte, aceita todo o preconceito com o argumento de que ELE É AUTÊNTICO. Brother, qualquer merda pode ser autêntico. Então, falar as merdas na cara virou sinônimo de bonzão, só porque É VERDADEIRO? Continua.falando.merda.do.mesmo.jeito. Hitler era super autêntico. Dizia na cara que odiava negro, gay, judeu e muçulmano. E né? Era bonzão? Merecia o milhão?

Esse é meu ponto.



Pode ser engraçadíssimo. Pode ser o protagonista da edição. Pode levar o milhão. Pode ser autêntico e falar na cara. Só que. Até aqui cheguei.